abaixo temos o vídeo mother earth do crass, banda britânica que foi formada em 1978, no interior da primeira onda do punk rock na companhia de sex pistols, the clash, the damned, pelo baterista penny rimbaud e pelo vocalista steve ignorant. ambos faziam parte de uma comuna anarquista e por isso pode-se dizer que o crass foi uma das primeiras bandas a incorporar ativismo e idealismo político em suas músicas e shows. e foi sem dúvida a pioneira do estilo d.i.y — faça-você-mesmo — na composição de seus trabalhos, slogan que, nos anos subseqüentes, orientaria toda contra-cultura punk que então surgia.
o engraçado é que foram considerados por jello biafra — vocalista do dead kennedys — como ”radicais demais”. continue lendo.
será sob influência do crass que algumas das mais interessantes bandas de punk rock irão surgir como, por exemplo, discharge, chaos uk, chron gen, anti-pasti, conflict, m.d.c., entre várias outras. pois o crass se configurou como uma ameaça e não somente uma revolta passageira juvenil, ou uma banda de crianças malcriadas — como sex pistols, por exemplo.
o crass gravou suas primeiras faixas no início de 1977, com steve herman na guitarra. em seguida a artista plástica gee se junta a banda e outros integrantes foram surgindo um a um, com a entrada de phil free — guitarra — e andy n. a. palmer — ou b. a. nana ou hari nana, também nas guitarras — , eve libertine e joy de vivre — vocais —, mick g. duffield — cineasta responsável pelos filmes expostos nos shows —, pete wright — baixo e vocal viceral em faixas como “securicor” e “you pay”.
gee sus, como artista plástica, ficava responsável por todas as colagens, montagens e desenhos dos discos e pôsteres — ela praticamente criou o estilo visual do que seria a arte gráfica punk — os detalhes sonoros nas gravações como piano, flauta, barulhos de rádio, carros, trens, serras-elétricas…
em 1981 iniciaram as gravações de christ – the album. o disco continha letras alertando para uma possível invasão inglesa em solos estrangeiros. e por coincidência alguns dias antes do lançamento do disco a inglaterra entrou em guerra contra as malvinas.
a imprensa aguardava por alguma movimentação por parte da banda para poder rotulá-los de “traidores da nação”. eles então lançaram o de “como deve se sentir uma mãe de 1.000 mortos?”. foi então que foram transformados oficialmente em inimigos do reino inglês. tatcher falava publicamente sobre a música, sofreram ameaças de morte por parte da polícia federal, enquanto os grupos pacifistas que bradavam: “no more WARS” permaneciam calados
com as eleições se aproximando lançaram yes sir, i will — sim senhor, eu obedecerei — em 1983, um álbum praticamente recitado com críticas a submissão onde bradavam que “não há autoridade a não ser você mesmo”. o crass“>crass estava decidido a impedir a reeleição de margaret thatcher de qualquer maneira. foi então que tiveram a idéia do filme “thatchergate” — em alusão ao caso watergate, de richard nixon, ocorrido nos estados unidos nos anos 70.
após o filme criou-se uma situação embaraçosa para os governo inglês, norte americano e soviético, pois a imprensa no mundo todo comentava o fato. foi então que um ano depois a banda assumiu o feito, e se tornou então o centro das atenções. passaram a ser tratados como uma força política e receberam um ultimato do governo: “nós temos meios de calar vocês”
esse é o crass“>crass. seria leviandade de minha parte considerá-la a primeira banda multimidiática?
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