Colorindo os sets de áudio do electrojazz, tivemos nesta última quarta a presença dos músicos da peça Cymbeline em cartaz no SESI-SP. O convidado Flávio Gondim [Interferência] fazendo um set especial pra dAdA RAdiO, além de operar a mesa e efeitos na Jam Session final da gravação. Rolou também mais um programa Ano Zero com a pesquisa sonora de Marcio Black. Tudo isso iluminado pelas projeções do midiadub e do convidado pigtrafic colective. Pessoas…simplesmente ouçam tudo!!!!!
Quarta dia 26/3 - dAdA Jazz-Electro-Rock-Improviso. Presença de Amadeuz[electrojazz], Marcio Black[ano zero], Alex Dias[contrabaixo], convidado especial FGondim[interferência] na experimentaçào eletrônica - Midiadub no comando das projeções - incorporation visual jam.DADA!
ONDE? BAR b, na rua general jardim 43 (mapa aqui). Compareça!!! Quanto: R$ 5 (pague uma cerveja pra banda pelo amor de deus!!!) hehehe, até lah!!!
nova edição do programaanozero mapeando algumas experimentações musicais na contemporaneidade e iniciando pelo fato de que a música eletrônica quando apareceu precisava, de certa maneira, de uma carta de recomendações, e por isso alguns dj’s mais bem informados elegeram stockhausen e steve reich como “avôs” do movimento. o primeiro devido às pesquisas com música eletroacústica. o segundo graças a sua forma peculiar de construir música por meio de processos de repetição. ou seja do minimalismo.
foi a partir dos anos 60 que a linguagem musical de reich começou a ser constituída. ela nasce de uma decisão estética simples que consistia em reduzir radicalmente todos os níveis da escrita musical. reich conjugava uma gramática na qual não havia espaço para considerações elaboradas sobre melodia, harmonia, intensidade e outros elementos tradicionais da linguagem musical. a música transformava-se assim apenas na repetição incessante de um fragmento de voz ou de uma pequena série melódica.
a especificidade desta repetição é que ela era construída a partir de procedimentos, denominados por reich, de phasing. phase é a conseqüência da sobreposição do mesmo fragmento musical, mas com uma pequena defasagem no tempo:
5.Steve Reich – Coldcut – Music for 18 Musicians (Remix)
essa civilização que se auto-denominou ocidental, a partir de um certo momento, na idade média, acreditou que fosse necessário encontrar uma forma de grafar a memória sonora, por natureza evanescente. com a notação musical rompeu-se a relação direta e contigüa entre a escuta e a composição. não apenas foi necessário discretizar um contínuo, mas, também definir medidas e distâncias, transformar um sensível sonoro, sem imagem e sem conceito, numa representação gráfica que introduziu um novo percurso no pensamento musical. em vez de passar do ouvido para a boca através da memória, o que poderíamos chamar de vocalidade, a intermediação dos olhos e das mãos inventou novas dimensões, curiosidades, jogos intelectuais. poderíamos até mesmo nos perguntar se conceitos consagrados de elaboração melódica, como os de inversão e retrógrado, existiriam sem a notação musical e a conseqüente espacialização de alto e baixo para agudos e graves, e a reversão da direcionalidade para a “finalis” do modo. a própria idéia de forma musical, certamente baseada na reiteração de elementos auditivos, no reconhecimento de configurações através da memória, mas também na manipulação dos elementos musicais observados através da notação, possibilitou a idéia de desenvolvimento, seu domínio técnico e o aparecimento das grandes formas. assim, na próxima parte do programa. atores que procuram abalar as grandes formas/fórmulas:
é muito mais proveitoso e prazeroso fazer uma cartografia das manifestações musicais contemporâneas, na maior parte de suas vertentes, buscando pontos de transfiguração e montagem de sons destituídos de seus gestos. reelaborados. deixando de lado os eixos horizontal e vertical da música tradicional indo ali onde é inventado um campo de possibilidades e o espaço expressivo, definido pelo âmbito e pela extensão, será preenchido sem estar necessariamente submetido à lógica das texturas vocal-instrumentais. ali onde os eixos desaparecem ou perdem eficácia.
essa foi também a grande marca da produção sonora dadaísta — a partir de 1916 no Cabaret Voltaire, dirigido pelo filósofo e romancista hugo ball — ou no interior da composição musical contemporânea desde o advento da música eletroacústica em 1948 com pierre schaeffer ou da música eletrônica de herbert eimert.
para encerrar vamos verificar a apropriação por parte do rock n’ roll desses princípios:
Nesta quarta 19/3 dAdA RAdiO volta com tudo e com experimentação ao vivo! Programas ANO ZERO, ELECTROJAZZ gravados ao vivo no Bar B com projeções do MIDIADUB, Laser Tag por conta do grupo Laboratorio e a participação especial do baixista Alex Dias, tocando o seu contrabaixo acústico-elétrico numa jam infernal de jazz e breaks. ONDE? BAR b, na rua general jardim 43 (mapa aqui). Compareça, imperdível!!!
Mais uma vez a dAdA RAdiO arrepia nos sons e nas imagens. Desta vez tomada a rua General Jardim no Bar B em plena Quarta feira a Noite, parabéns a todos, obrigado aos que compareceram e esperamos no dia 19/3 para mais um encontro aO viVO! Veja o playlist das gravações aqui(more…)