a dada rádio e o museu da cultura da PUC/SP promovem o segundo encontro do ciclo “música 2.0 – deslocamentos da música contemporânea”, com a participação de bruno belluomini DJ e produtor, organizador da tranquera — primeira festa dedicada ao grime no Brasil com a participação do vj ninguém inundando o pátio com imagens
dub e reggaesempre foram a trilha sonora de boa parte dos subúrbios ingleses.
atualmente, aproximadamente 5% da população de londres é descendente de imigrantes jamaicanos. assim como ocorreu com o jungle, não poderia deixar de acontecer com o 2-step. mc’s cantando e rimando no idioma do seu país. o
resultado foi uma profusão significativa da cultura e da música jamaicana com o som eletrônico da época, transmitido pelas rádios livres locais e prensada em tiragens de vinil.
enfim, atualmente os produtores e dj’s dessa vertente promovem práticas de divulgação, como a de distribuir mixtapes — termo hoje dissociado das fitas cassete é uma espécie de CD demo que pode misturar composições próprias e de outros artistas—, o que potencializa a ação de jovens mc’s,dj’se produtores. fator potencializado pelo poder de distribuição gratuita da internet, na própria rede ou por programas p2p — soulseek, e-mule.
local:
pátio do museu da cultura puc/sp
rua. monte alegre, 984 perdizes são Paulo
t. 55 11 3670 8559
Mais uma edição da dAdA RAdiO aO viVO, nesta quarta dia 9. electrojazz-math rock-eletroacústica-jungle-jazz and hop. Pesquisa sonora AmadeuZ e Marcio Black. Duelo-improviso ao vivo com o trio formado por Alex Dias (contrabaixo eletroacústico), Daniel Gralha (trompete e flugel), e Flavio Lazzarin (bateria). Projeções organotrônicas do midiadub & laboratório. Pra quebrar com a mesmice do meio da semana. ONDE: barB - Rua General Jardim, 43 - centro - próximo a Av. Ipiranga, Pça. República. QUARTA 9/4 -21h
Colorindo os sets de áudio do electrojazz, tivemos nesta última quarta a presença dos músicos da peça Cymbeline em cartaz no SESI-SP. O convidado Flávio Gondim [Interferência] fazendo um set especial pra dAdA RAdiO, além de operar a mesa e efeitos na Jam Session final da gravação. Rolou também mais um programa Ano Zero com a pesquisa sonora de Marcio Black. Tudo isso iluminado pelas projeções do midiadub e do convidado pigtrafic colective. Pessoas…simplesmente ouçam tudo!!!!!
Quarta dia 26/3 - dAdA Jazz-Electro-Rock-Improviso. Presença de Amadeuz[electrojazz], Marcio Black[ano zero], Alex Dias[contrabaixo], convidado especial FGondim[interferência] na experimentaçào eletrônica - Midiadub no comando das projeções - incorporation visual jam.DADA!
ONDE? BAR b, na rua general jardim 43 (mapa aqui). Compareça!!! Quanto: R$ 5 (pague uma cerveja pra banda pelo amor de deus!!!) hehehe, até lah!!!
nova edição do programaanozero mapeando algumas experimentações musicais na contemporaneidade e iniciando pelo fato de que a música eletrônica quando apareceu precisava, de certa maneira, de uma carta de recomendações, e por isso alguns dj’s mais bem informados elegeram stockhausen e steve reich como “avôs” do movimento. o primeiro devido às pesquisas com música eletroacústica. o segundo graças a sua forma peculiar de construir música por meio de processos de repetição. ou seja do minimalismo.
foi a partir dos anos 60 que a linguagem musical de reich começou a ser constituída. ela nasce de uma decisão estética simples que consistia em reduzir radicalmente todos os níveis da escrita musical. reich conjugava uma gramática na qual não havia espaço para considerações elaboradas sobre melodia, harmonia, intensidade e outros elementos tradicionais da linguagem musical. a música transformava-se assim apenas na repetição incessante de um fragmento de voz ou de uma pequena série melódica.
a especificidade desta repetição é que ela era construída a partir de procedimentos, denominados por reich, de phasing. phase é a conseqüência da sobreposição do mesmo fragmento musical, mas com uma pequena defasagem no tempo:
5.Steve Reich – Coldcut – Music for 18 Musicians (Remix)
essa civilização que se auto-denominou ocidental, a partir de um certo momento, na idade média, acreditou que fosse necessário encontrar uma forma de grafar a memória sonora, por natureza evanescente. com a notação musical rompeu-se a relação direta e contigüa entre a escuta e a composição. não apenas foi necessário discretizar um contínuo, mas, também definir medidas e distâncias, transformar um sensível sonoro, sem imagem e sem conceito, numa representação gráfica que introduziu um novo percurso no pensamento musical. em vez de passar do ouvido para a boca através da memória, o que poderíamos chamar de vocalidade, a intermediação dos olhos e das mãos inventou novas dimensões, curiosidades, jogos intelectuais. poderíamos até mesmo nos perguntar se conceitos consagrados de elaboração melódica, como os de inversão e retrógrado, existiriam sem a notação musical e a conseqüente espacialização de alto e baixo para agudos e graves, e a reversão da direcionalidade para a “finalis” do modo. a própria idéia de forma musical, certamente baseada na reiteração de elementos auditivos, no reconhecimento de configurações através da memória, mas também na manipulação dos elementos musicais observados através da notação, possibilitou a idéia de desenvolvimento, seu domínio técnico e o aparecimento das grandes formas. assim, na próxima parte do programa. atores que procuram abalar as grandes formas/fórmulas:
é muito mais proveitoso e prazeroso fazer uma cartografia das manifestações musicais contemporâneas, na maior parte de suas vertentes, buscando pontos de transfiguração e montagem de sons destituídos de seus gestos. reelaborados. deixando de lado os eixos horizontal e vertical da música tradicional indo ali onde é inventado um campo de possibilidades e o espaço expressivo, definido pelo âmbito e pela extensão, será preenchido sem estar necessariamente submetido à lógica das texturas vocal-instrumentais. ali onde os eixos desaparecem ou perdem eficácia.
essa foi também a grande marca da produção sonora dadaísta — a partir de 1916 no Cabaret Voltaire, dirigido pelo filósofo e romancista hugo ball — ou no interior da composição musical contemporânea desde o advento da música eletroacústica em 1948 com pierre schaeffer ou da música eletrônica de herbert eimert.
para encerrar vamos verificar a apropriação por parte do rock n’ roll desses princípios:
Nesta quarta 19/3 dAdA RAdiO volta com tudo e com experimentação ao vivo! Programas ANO ZERO, ELECTROJAZZ gravados ao vivo no Bar B com projeções do MIDIADUB, Laser Tag por conta do grupo Laboratorio e a participação especial do baixista Alex Dias, tocando o seu contrabaixo acústico-elétrico numa jam infernal de jazz e breaks. ONDE? BAR b, na rua general jardim 43 (mapa aqui). Compareça, imperdível!!!
Mais uma vez a dAdA RAdiO arrepia nos sons e nas imagens. Desta vez tomada a rua General Jardim no Bar B em plena Quarta feira a Noite, parabéns a todos, obrigado aos que compareceram e esperamos no dia 19/3 para mais um encontro aO viVO! Veja o playlist das gravações aqui(more…)
dAdA RAdiO volta com tudo e com experimentação ao vivo! Programas ANO ZERO, ELECTROJAZZ gravados ao vivo no Bar B com projeções do MIDIADUB e a participação especial do baixista Alex Dias, tocando o seu contrabaixo acústico-elétrico numa jam infernal de jazz e breaks. QUANDO? 5, 19 E 26 DE MARÇO (cada dia uma programação diferente) sempre começando as 20h30. ONDE? BAR b, na rua general jardim 43 (mapa aqui). Compareça, imperdível!!!
após muito tempo e mudanças, nova edição do programa anozero no qual contamos com a parceria entre solex e m.a.e. a qual ocorreu no interior da série experimento in the fishtank da konkurrent — distribuidora independente de música sediada na holanda.
demos destaque para o battles banda de math rock, gênero que surgiu em meados dos anos 80 e é marcado por ritmos atípicos, com muitos breaks e riffs de guitarra dissonantes. lembrando que ao caras tocarão na clash club no dia 21/11. imperdível!!!
Nesta SeXTa GravAÇão AO VIVO e difundida pela dAdA RAdiO dos programas ANO ZERO e ELECTROJAZZ no Studio 2100. Happy Hour esticada começando as 18h e encerrando a 1h com participação de Márcio Black na produção do programa Ano Zero, Daniel Gralha e Alex, SESSÃO de TroMPete e BaixO intervindo na seleção preparada por AmadeuZ, fusão do JAZZ ao FUNK no ELETRÔNICO. Nas PROJeÇões sinCando e experimentando o SOM e a IMAGEM, mIDIADuB. O Studio 2100 fica na rua João Moura, 1076 nos fundos do estacionamento. Comidas e bebidas no local. Couvert: H (10), M (7).
dAdA RAdiO ao vivo no studio 2100 ( rua joão moura, 1076 - fundos) nesta sexta, dia 17/8 no final de tarde até a meia noite com a gravação do programa electrojazz com transmissão ao vivo pela internet, participação do trompetista Daniel Gralha (Projeto Nave, Bagda Vermouth) e do Baixista Rodrigo (da banda de ska jazz King Rassan). LAB de projeções com MIDIADUB e LaboRAToriOUs. Drinks e coMidas. 10 reais entrada*.
O projeto dada ao vivo ocorrerá sempre no horário das 18h as 00h, é pra sair do trabalho e ir direto ouvir um som, experiências com vídeo e tomar umas e outras. Compareça!
Dada Radio é uma iniciativa que nasceu em 2005 (possibilitada pela radiolivre.org)] dentro do grupo barulho.org que já realizava intervenções urbanas desde 2000, na esteira das idéias de conhecimentos livres, copyleft, P2P e midias políticas e apropriação do espaço. Atualmente ela é o veículo de comunicação de programas como electrojazz, ano zero, eletroacústica, reverberações entre outras contribuições temporais. Procuramos difundir diferentes expressões contemporâneas fundamentalmente na música, estando abertos ao contato com todas expressões criativas e políticas do atual. dAdA RAdiO é informação livre sob *licença copyleft no modo autogestionado*de trabalho.
em poucas palavras anozero disponível
com chicago underground em suas facetas duo e trio estruturas harmônicas e rítmicas do jazz se deixam envolver e expandir pelos elementos eletrônicos. inspirados em duas grandes matrizes: o electro-jazz de miles davis e o free jazz tal como ornette coleman o definiu. chick corea pianista de jazz norte-americano e compositor bastante conhecido por seu trabalho no jazz fusion. aqui também em parceria com herbie hancock.
além de groove armada e burial
encerrando com a música espiritual dos aborígines na forma como se manifesta nos rituais tribais e também redimensionada pelas mãos de david hudson e steve roach.
para ver o playlist clique aqui.