Nov
15
PROGRAMAS
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O programa Reverberações tem por proposta apresentar as novidades de música de licenças livres (netlabels) de uma forma espontânea e ouvindo junto..errando junto muitas vezes, apresentando trabalhos inovadores, verdadeiros..tornando a rádio um veículo de difusão de conhecimentos, idéias e expressões …
O melhor do jazz, soul, funk através da seleção de diversos trabalhos em diferentes tempos a partir da pesquisa sonora do pesquisador e apreciador das melhores doses Sir. Elvetius. Programa gravado sempre ao vivo e de forma descontraída na base de diferentes graus e sabores etílicos.
programa dedicado a música eletrônica e experimental contemporâneas assim como ao rock n’ roll nas suas mais diversas manifestações.
Pesquisa e difusão do Jazz combinado com outras linguagens musicais, assim como a experimentação e as grandes misturas da música contemporânea.
[A geografia de uma transregião musical, produto de uma pesquisa de alguns anos estudando e tocando o jazz contemporâneo com suas fusões com o groove do funk e atualmente com todo universo do eletrônico, dub, hip hop, eletroacústica, música étnica e toda uma PROFUSÃO de linguagens musicais que acabam por se reintegrar no que alguns denominam Electro Jazz.
Na verdade o termo é apenas um alvo (tag) para um fenômeno musical (chamado por outros de nu-jazz/novo jazz, mas que em alguns momentos diferencia-se do “electro” por aproximar-se da bossa nova e temas entendidos como lounge e raramente serem músicos, mas sim dj’s ou produtores). Os músicos e produtores chamados de electro jazz guardam pra si influências maiores do techno, hip hop, drum and bass, jungle e mesmo do dub.
É Jazz por que guarda em sua base uma linguagem do improviso e experimentalismos (além do uso habitual de formações e instrumentos de grupos de jazz associadas às produções digitais, samplers etc) .
Entendo esse fenômeno ou cenário musical como uma continuidade da explosão da fusion dentro do jazz no final dos 60, acrescido do universo da música de DJs e produtores numa realidade mais transversal. Tão transversal que o horizonte que se tem (também) vai na direção das quebras das fronteiras “borders” da música, ou de uma autêntica convergência e fusão sonora(analógico+digital).
a dificuldade em definir a música eletroacústica denota sua riqueza. como se trata de uma modalidade sempre em construção acredito que não seria conveniente tentar uma definição “fechada”.
a música eletroacústica não coloca foco especial sobre os intérpretes — embora eles estejam presentes pilotando a difusão —, trata-se de uma escuta menos comprometida com o olhar — escuta “acusmática”. outros termos têm sido usados como, por exemplo, a retomada da expressão “música concreta”. mas aqui no programa eletroacústica , na dada rádio , reutilizamos o termo buscando resignificá-lo, cartografando as manifestações musicais contemporâneas na maioria de suas vertentes, em busca menos de convergências do que divergências. buscando pontos de transfiguração e montagem de sons destituídos de seus gestos. reelaborados. esquecendo os eixos horizontal e vertical da música tradicional, indo ali onde é inventado um campo de possibilidades, onde o espaço expressivo, definido pelo âmbito e pela extensão, será preenchido sem estar necessariamente submetido à lógica das texturas vocais/instrumentais. alí onde os eixos desaparecem ou perdem eficácia.
por isso aproximamos em importância pierre schaeffer de aphex twin , iannis xenakis de kronos quartet , luigi russolo de merzbow , john cage de todos e muitos outros…e por aí vai. todos com a mesma postura/atitude em relação à música. música eletroacústica. música insurgente contemporânea. miríades de possibilidades e acontecimentos.
Programas aleatoriamente gravados no espaço-tempo dada



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